quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Após dizer que chefes do PCC estão contidos em Venceslau, governo aceita ajuda Federal

Presídio em Presidente Venceslau PENITENCIARIA 170x125 Após dizer que chefes do PCC estão contidos em Venceslau, governo aceita ajuda FederalEm junho, o secretário pediu quase R$ 149 milhões em recursos, mas o governo federal negou e ofereceu a atuação conjunta.   Os casos de violência em São Paulo se sucedem e o duelo de versões sobre a ajuda federal ao estado de São Paulo se mantém. Mas, no fim da noite de quarta-feira (31), houve um pequeno avanço: o governo de São Paulo aceitou a ajuda federal. Parece que o jogo de empurra responsabilidades acabou. Planalto e São Paulo vão discutir e talvez adotar ações integradas de combate à violência. É o que a população espera: uma resposta das autoridades. Depois de um dia de bate boca entre o governo de São Paulo e o ministro da Justiça, o secretário de Segurança disse, à noite, que vai aceitar a ajuda do Governo Federal. “Eu vou a Brasília semana que vem vou reapresentar uma planilha de projetos, não é simplesmente receber recursos”, afirmou o Antonio Ferreira Neto. Em junho, o secretário pediu recursos: quase R$ 149 milhões ao Ministério para a compra de equipamentos como scanner, rádios, carros blindados e até 42 itens de aparelho de musculação e acessórios de ginástica. Na época do pedido, segundo o Governo Federal, o ministro da Justiça já tinha avisado que não poderia só repassar dinheiro, mas sim atuar junto em um plano de combate a violência. E citou as parcerias que já tem com os governos do Rio e de Alagoas. “A última vez que fiz foi em junho, quando procurei o secretário não para uma visita de cortesia, mas para apresentar a ele dados de inteligência da Polícia Federal que elevaram a nossa preocupação com o que estaria acontecendo em São Paulo. Nesse momento que apresentei os dados, ofereci a possibilidade de ações conjuntas. E o estado de São Paulo disse que isso não seria necessário, porque o que acontecia em São Paulo era fruto de uma glamorização da imprensa”, afirma o ministro.  A resposta foi reforçada em um ofício enviado ao governo paulista. O ministério ofereceu também vagas em presídios federais para líderes de organizações criminosas. O governo de São Paulo disse que dessa oferta não precisa. “Ajuda na área de informação, inteligência, nós nunca prescindimos. Nós não podemos falar em ajuda dando vagas em presídios federais, nós somos autosuficientes com relação a presos da facção criminosa que estão contidos no presídio de Venceslau”, afirma o secretário. Para o especialista em segurança pública, a ação conjunta é inevitável. “Em última estância, a população precisa de segurança e pouco importa se essa segurança é providenciada pelas forças estaduais ou pela força federal”, ressalta Arthur Trindade Neves. Parlamentares da bancada paulista concordam. “Eu acho fundamental que haja o melhor entrosamento possível, sobretudo para se conseguir minorar os problemas de segurança, de violência, de criminalidade. Inclusive nesta verdadeira guerra que tem ocorrido entre policiais militares e pessoas contraventoras da lei”, explica Eduardo Suplicy. “Eu acho que é um começo de atitude positivo e que vai dar resultados. Não é hora de ficar discutindo que a culpa é sua ou é minha, temos que somar esforços e buscar resultados”, diz Arnaldo Faria de Sá. Um bom exemplo de entendimento de como a cooperação entre estado e Governo Federal deu certo no combate ao crime organizado, vocês conhecem muito bem: o Rio de Janeiro.     Do G1
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