segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Frigorífico Kaiowa vai a leilão por R$ 50 milhões após 16 anos da falência


Presidente Venceslau
 EXPECTATIVA É POSITIVA 
Com falência decretada em outubro de 1997, o Frigorífico Kaiowa, em Presidente Venceslau, irá a leilão no dia 29 de janeiro deste ano pelo valor mínimo de R$ 50 milhões. Os detalhes serão publicados no Diário Oficial ainda no início deste mês, mas a notícia já gera expectativa na região, segundo representantes da categoria. Na publicação do dia 11 de dezembro de 2013, no Diário Oficial, consta que a empresa Zukerman Leilões foi indicada para“realizar o leilão eletrônico/presencial, no dia 29/01/2014, esclarecendo que os bens poderão ser arrematados conjunta ou individualmente, pela forma que mais arrecadar ao monte partível”. A primeira praça foi aberta no dia 23 de dezembro e será fechada no dia 29 de janeiro, às 14h30. Se não houver comprador, a segunda praça será aberta às 14h31 do dia 29 de janeiro e terá o fechamento no dia 19 de fevereiro de 2014, às 14h30. O valor de R$ 50 milhões foi estabelecido pela empresa Engeval Engenharia de Avaliações, a pedido da Justiça. O processo de falência do frigorífico tramita na 16ª Vara Cível do Fórum Central de São Paulo (SP). No site da leiloeira, já constam os detalhes do lote, composto por áreas em Venceslau (frigorífico e fábrica de charque), Anastácio (MS), Guarulhos (SP), Janaúba (MG) e Pires do Rio (GO). Em primeira praça, o lance mínimo para o lote é de R$ 173.027.862,25. As duas áreas de Venceslau ficam situadas na Rodovia Raposo Tavares, nos km 619 e 630. O síndico da massa falida, Amador Bueno, confirmou o leilão presencial e online com primeira chamada no dia 29. Porém, ele aguarda a publicação do edital para dar mais detalhes sobre o processo. O represente do síndico da unidade de Presidente Venceslau, Luiz Alberto Challouts, falou que o local chegou a ter mais de 1.200 funcionários e hoje conta com dez, que trabalham para a segurança e a manutenção do frigorífico. De acordo com ele, a crise no frigorífico começou em 1990, quando houve a primeira concordata. Já a falência foi decretada em 1997. “Em 2000, um grupo arrendou e fez investimentos, modernizando as instalações e o maquinário. Porém, houve a crise internacional e foi fechado novamente em 2012. Após isso, o processo de falência teve continuidade”, explicou Challouts. O representante ressaltou que grandes empresas demonstraram interesse, tanto as que trabalham com bovinos quanto as que comercializam carnes de porco e frango. “Eles têm interesse porque as instalações do frigorífico estão ótimas. Já a parte do charqueado vale mais pela propriedade”, salientou.
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