quinta-feira, 17 de julho de 2014

É tetra: conquista do Brasil na Copa nos EUA completa 20 anos


 


A atualidade não é das melhores para a seleção brasileira, mas, há 20 anos, havia motivos para sorrir. Desacreditado no início, o Brasil conquistava no dia 17 de julho de 1994, após uma tensa disputa de pênaltis contra a Itália, seu quarto título da Copa do Mundo, encerrando um jejum que vinha desde 1970. 
Principal jogador na campanha, Romário entrou para sempre na galeria de grandes craques do futebol nacional. Mas o tetracampeonato reservou outras imagens inesquecíveis: a comemoração "embala-neném" de Bebeto, o gol de Branco contra a Holanda, as defesas de Taffarel...
Romário Brasil e Itália 1994 (Foto: Getty Images)Ajoelhado, Romário levanta a taça de campeão da Copa de 1994 (Foto: Getty Images)

Relembre abaixo toda a campanha do Brasil em 1994:
ESTREIA TRIUNFAL

Romário precisou de 26 minutos para assumir o papel de protagonista do Brasil na Copa. Após cobrança de escanteio, o Baixinho estava bem posicionado na área da Rússia para empurrar a bola para as redes e abrir o placar para uma Seleção que começava desacreditada a campanha nos EUA. O capitão Raí, de pênalti, completou a vitória por 2 a 0. 

Dunga e Andrei Piantitski Brasil e Russia 20/06/1994 (Foto: Getty Images)Dunga disputa a bola com adversário russo na estreia do Brasil na Copa de 94 (Foto: Getty Images)

BEBETO APARECE

Depois da estreia vitoriosa, o caminho clareou para o Brasil. No confronto com Camarões, sensação da Copa de 1990, a Seleção não deu brecha: triunfou com autoridade por 3 a 0. Romário, mais uma vez, abriu o caminho, com um gol típico de seu repertório. Márcio Santos ampliou, e Bebeto, que a partir dali assumiria um papel decisivo no tetra, completou o placar. A Seleção já estava classificada para as oitavas de final. 
Brasil e Camarões 24/06/1994 (Foto: Getty Images)Seleção entra em campo de mãos dadas contra Camarões (Foto: Getty Images)


O TROPEÇO

Apesar da vaga garantida, o técnico Carlos Alberto Parreira manteve o time titular para o duelo com a Suécia, que definiria o primeiro lugar do grupo. Os escandinavos revelaram-se um adversário complicado e abriram o placar com Kennet Anderson. O Brasil sofreu para buscar o empate, com o veterano goleiro Ravelli brilhando, mas Romário, sempre ele, deixou tudo igual e garantiu a liderança para a Seleção. 
Romário, Brasil e Suécia 28/06/1994 (Foto: Getty Images)Vigiado por sueco, Romário tenta levar o Brasil em frente (Foto: Getty Images)


INDEPENDÊNCIA BRASILEIRA

A festa estava montada para os Estados Unidos. Anfitriões do Mundial, eles enfrentariam o tradicional Brasil justamente no dia 4 de julho, feriado da independência norte-americana. Cauteloso, Parreira trocou o apagado Raí por Mazinho, numa tentativa de segurar a empolgação. Num duelo tenso, Leonardo foi expulso após desferir uma cotovelada em Tab Ramos aos 43 minutos do primeiro tempo. A sorte da Seleção é que a dupla de ataque funcionou: bola de Romário para Bebeto, que chutou cruzado para vencer Meola, garantir a vitória e se declarar ao companheiro: "Eu te amo!".
Leonardo, Brasil e Estados Unidos 4/07/1994 (Foto: Getty Images)Leonardo é expulso após dar uma cotovelada em Tab Ramos (Foto: Getty Images)


O HERÓI BRANCO

A suspensão de Leonardo até o fim da Copa rendeu a Branco a vaga na lateral-esquerda. Em sua primeira partida como titular, o jogador foi decisivo. Com uma bomba em cobrança de falta, aos 36 minutos do segundo tempo, ele garantiu a vitória por 3 a 2 do Brasil. Antes, a Seleção havia começado bem, com gols de Romário e Bebeto, que comemorou fingindo embalar um bebê, em homenagem ao recém-nascido Mattheus - hoje jogador do Flamengo -, mas a Holanda reagiu e empatou com Bergkamp e Winter. Mas o dia era de Branco, tanto que nem Romário se atreveu a ficar no caminho da bola que morreria no canto esquerdo de De Goey e levaria os brasileiros às semifinais. 
Branco Brasil e Holanda 9/07/1994 (Foto: Getty Images)Branco em ação contra a Holanda (Foto: Getty Images)


Bebeto, Mazinho e Romário Brasil e Holanda 9/07/1994 (Foto: Getty Images)Bebeto e Mazinho iniciam a clássica comemoração contra a Holanda (Foto: Getty Images)
BAIXINHO GIGANTE

O Brasil novamente tinha pela frente a complicada Suécia, único rival que não havia perdido para a equipe de Parreira até o momento. E os escandinavos novamente dificultaram a vida da Seleção, com o folclórico Ravelli fazendo grandes defesas. Mas contar com Romário fez a diferença. O Baixinho compensou os escassos centímetros de altura com um posicionamento milimétrico na área. Foi assim, entre os dois gigantes zagueiros suecos, que o artilheiro subiu para cabecear o cruzamento perfeito de Jorginho e assegurar a vitória por 1 a 0. 
Comemoração do Brasil contra a Suécia 13/07/1994  (Foto: Getty Images)Jogadores comemoram gol de Romário contra a Suécia nas semifinais (Foto: Getty Images)



É TETRA!

O Brasil estava de volta à final da Copa do Mundo após 24 anos. Curiosamente, o rival era o mesmo de 1970: a Itália. Desta vez, porém, não houve a mesma facilidade dos 4 a 1 construídos por Pelé e companhia. A Azzurra, que tinha a volta do capitão Baresi, conseguiu segurar Romário e Bebeto, mas sofreu com seu craque, Roberto Baggio, que, longe das melhores condições físicas, também passou em branco. Pior: isolou seu chute na disputa de pênaltis que definiu o triunfo da Seleção, por 4 a 2, após empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Assim, a taça retornava a solo brasileiro, e os sufocados gritos de "É Tetra", enfim, puderam sair da garganta dos torcedores. 
Taffarel e Baggio Brasil e Itália 1994 (Foto: Getty Images)Taffarel comemora o tetracampeonato brasileiro, enquanto Baggio, cabisbaixo, lamenta (Foto: Getty Images)
Filed Under :

0 comentários for "É tetra: conquista do Brasil na Copa nos EUA completa 20 anos"

Postar um comentário

background