Pesquisa analisa pavimento, sinalização e geometria. Raposo foi a única considerada 'boa'
Das três rodovias que cortam a região de Presidente Prudente e foram
avaliadas na 16ª edição da Pesquisa de Rodovias da Confederação Nacional
do Transporte (CNT), duas foram consideradas regulares. São elas: a
Rodovia General Euclides Figueiredo de Oliveira (SP-563) e a Rodovia
Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294).
Apenas a Rodovia Raposo Tavares (SP-270), a terceira avaliada no Oeste
Paulista e a única administrada por concessão, foi colocada na categoria
“boa”. A avaliação da CNT analisa a qualidade de pavimentação,
sinalização e geometria das vias e foi feita em 65.273 km de rodovias
federais e 30.434 km de rodovias estaduais em todo o país.
A Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, que vai de Panorama a
Bauru, teve 29 km avaliados. O estado geral foi classificado como
regular, sendo que o pavimento recebeu notas de ótimo a ruim, a
sinalização foi considerada de ruim a boa, e a geometria foi avaliada
como regular e ruim.
Já os 173 km avaliados da Rodovia General Euclides Figueiredo de
Oliveira, que liga Teodoro Sampaio a Andradina, foram considerados
regulares entre Presidente Venceslau e Tupi Paulista. O restante do
trecho, já fora da região, foi avaliado como bom. A pavimentação recebeu
classificação de ótima a regular, dependendo do trecho. O quesito
sinalização foi de bom a regular e a geometria, apenas regular.
Administrada pela Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), a SP-270
foi considerada boa no geral dos 375 km avaliados, apesar de trechos
regulares entre Venceslau e Presidente Epitácio. A pavimentação foi
avaliada como boa com 36 km ruins. A sinalização foi considerada ótima
em todo o segmento e, por fim, a geometria foi de regular a ruim.
Em todo o país, dos 95.707 km avaliados, 33,4% foram considerados em
situação irregular, 20,3%, ruim, e 9%, péssima. Outros 27,4% estão em
bom estado e 9,9% em ótimo.
De acordo com os números divulgados, as melhores rodovias estão no
Estado de São Paulo, onde 49,9% dos quilômetros avaliados foram
considerados ótimos. Na sequência, aparecem Rio de Janeiro (20,6%) e o
Paraná (18%). As piores vias estão no Acre, que tem 38% avaliada como
péssima, além de Roraima (25,3%) e Amazonas (2,5%).
"Os resultados apresentados neste relatório subdisiam a elaboração de
políticas públicas de manutenção de rodovias pelos governos federal,
estaduais e municipais, assim como a criação de marcos legais que
traduzam as necessidades de uma infraestrutura rodoviária com os desejos
de progresso do Brasil", afirma o presidente da CNT, o senador Clésio
Andrad
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